SPIQ na NR-35: O Que É, Tipos, Componentes e Como Escolher
- 1 de jul. de 2021
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Atualizado: há 2 dias
SPIQ - Sistema de proteção individual contra quedas: Como a própria nomenclatura já diz, é um sistema de segurança individual. Quando não é possível eliminar o trabalho em altura e/ou implantar um sistema de proteção coletiva o SPIQ entra em cena.
Na NR 35, diz que o sistema de proteção individual contra quedas (SPIQ) pode ser de restrição de movimentação, retenção da queda, de posicionamento no trabalho ou de acesso por cordas, formado por 3 elementos sendo eles:
Sistema de ancoragem;
Elemento de ligação;
Equipamentos de proteção individual
SISTEMAS DE ANCORAGEM
A norma nos diz que o sistema de ancoragem é um conjunto de componentes, integrante de um sistema de proteção individual contra quedas (SPIQ).
O objetivo desses sistemas de ancoragem, segundo o anexo II, são:
Retenção de queda;
Restrição de movimentação;
Posicionamento no trabalho;
Acesso por corda.
Os dispositivos de ancoragem devem atender a requisitos como possuir certificação, ser fabricado em conformidade com as normas técnicas nacionais vigentes ou ser projetado por profissional legalmente habilitado. Além disso, sistemas de ancoragem devem ser instalados por trabalhadores capacitados e ser submetidos à inspeções.
ELEMENTO DE LIGAÇÃO
Elemento com a função de conectar o EPI ao sistema de ancoragem, podendo incorporar um absorvedor de energia. Também chamado de componente de união.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
um dos EPIs que pode integrar o SPIQ é o cinturão de segurança, um EPI fundamental para garantir a segurança física dos trabalhadores que atuam com Trabalho em Altura. Isso porque ele garante que o colaborador esteja fixo à algum ponto de ancoragem para que desenvolva suas atividades.
Os cintos de segurança para trabalho em altura exercem um papel fundamental para a proteção. Têm como objetivo criar pontos de conexão no corpo do trabalhador e distribuir, nestes pontos, o impacto gerado em uma queda.
Assim sendo, é um item indispensável para assegurar que o trabalhador esteja seguro enquanto realiza suas atividades em altura. No entanto, não existe apenas um Cinto de Segurança e, por isso, é preciso saber identificar o mais adequado.
Adquirir um produto errado resulta em muitos pontos negativos: multas para o empregador; insegurança e exposição ao risco para o trabalhador; recompra de equipamento; gasto desnecessário de dinheiro.
Por isso, não basta apenas fornecer os EPIs, o planejamento e estudo para trabalho em altura deve ser feito previamente verificado a ZLQ (zona livre de queda) e elaborando uma APR, após isto, o EPI adequado para a atividade deve ser escolhido e fornecido para o trabalhador, e treinando-o par a utilização do mesmo.
Como escolher o SPIQ correto
O SPIQ não se resume ao cinturão. A seleção deve partir da Análise de Risco, da tarefa, dos riscos adicionais e da possibilidade de adotar proteção coletiva. O sistema completo precisa reunir ancoragem, elemento de ligação e EPI compatíveis entre si e com as limitações informadas pelos fabricantes.
Os quatro tipos de SPIQ
Restrição de movimentação: impede que o trabalhador alcance a zona com risco de queda.
Retenção de queda: interrompe uma queda já iniciada e reduz suas consequências.
Posicionamento no trabalho: permite permanecer apoiado ou suspenso para executar a tarefa.
Acesso por cordas: utiliza sistemas de cordas para acesso, progressão e posicionamento, conforme requisitos específicos.
O que verificar na Análise de Risco
distância de queda livre e fator de queda;
zona livre de queda suficiente para evitar colisão com nível inferior;
impacto máximo transmitido ao trabalhador e necessidade de absorção de energia;
compatibilidade entre ancoragem, conectores, talabarte ou trava-quedas e cinturão;
massa total do trabalhador com ferramentas e equipamentos;
plano de emergência e resgate para evitar suspensão inerte prolongada.
Inspeção e critérios de retirada de uso
Todos os elementos devem passar por inspeção rotineira antes do trabalho e por inspeções periódicas conforme fabricante e procedimento da empresa. Peças com cortes, deformações, corrosão, costuras danificadas, trava defeituosa, absorvedor acionado, identificação ilegível ou histórico de queda devem ser segregadas e avaliadas conforme os critérios aplicáveis; não improvise reparos.
Perguntas frequentes
SPIQ é sempre a primeira opção? Não. A NR-35 prioriza evitar o trabalho em altura e considerar proteção coletiva. O SPIQ é adotado quando a proteção coletiva é inviável, incompleta ou necessária em emergência. O cinturão sozinho protege? Não. Sem ancoragem, ligação, compatibilidade, cálculo da queda e resgate, não existe sistema completo.



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