Hierarquia de Controle de Riscos: 5 Níveis e Exemplos Práticos
- 18 de jun. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 9 de ago.
No post de hoje vamos aprender mais sobre os controles e redução dos riscos ocupacionais e suas hierarquias.

Hierarquia de controle de risco
Como o próprio nome já sugere, hierarquia de controle é a ordem a ser adotada para a redução dos riscos ocupacionais dentro da empresa.
Em muitos casos o primeiro e único controle que é adotado é o fornecimento de EPI, que pode ser considerado um erro, visto que sem uma avaliação previa existem outros controles que devem ser adotados antes e só em ultimo caso o EPI é adotado.
Essa hierarquia define que os controles mais efetivos estão no topo da pirâmide. Primeiro devemos pensar em eliminar o perigo. Quando isso não for possível, avaliamos substituição, controles de engenharia, controles administrativos e, por último, EPI.
ELIMINAÇÃO
O ato de eliminar o risco
Retirar do processo uma etapa, equipamento ou produto que gera o perigo;
Redesenhar a atividade para que a fonte perigosa deixe de existir.

SUBSTITUIÇÃO
Trocar o perigo por uma alternativa de menor risco
Trocar um produto químico por outro de menor perigosidade;
Substituir uma máquina, ferramenta ou método por alternativa que gere menor exposição.
Substituir um processo manual perigoso por outro mais seguro, quando tecnicamente viável.

ENGENHARIA
Utilizar projetos de Engenharia para controlar os riscos
Colocar proteção nas partes móveis das máquinas e equipamentos;
Sistemas de ventilação.

ADMINISTRATIVO
Administrar o risco
Elaborar a Permissão de Trabalho;
Treinamentos e conscientização;
Placas de advertência.

EPI
Tornar obrigatório o uso do EPI
Protetor auricular;
Bota de segurança;
Óculos de Segurança;
Luvas;
Capacete de segurança, etc.

O fornecimento do EPI é assumir que o risco existe e que ele não está controlado, e dificilmente você vai conseguir viver sem eles, então forneça o que melhor atende aos riscos e com a melhor atenuação de acordo com os dados de medições incluídos no PGR, LTCAT e demais programas de controle de riscos ocupacionais e ambientais. E continue tentando implementar as demais formas de controle. Se não tiver jeito forneça o EPI que é a última opção.
Atualização importante: a ordem correta dos controles
A hierarquia deve ser usada como uma sequência de decisão. Primeiro procure eliminar o perigo; depois avalie substituição, controles de engenharia, controles administrativos e, por último, EPI. Reduzir tempo de exposição ou criar rodízio é controle administrativo, enquanto enclausurar uma fonte de ruído é controle de engenharia. Essa diferença é essencial para não classificar controles de forma incorreta.
Os 5 níveis da hierarquia
Eliminação: retirar o perigo da atividade, do processo ou do ambiente.
Substituição: trocar produto, equipamento ou método por alternativa de menor risco.
Engenharia: separar a pessoa do perigo por proteção física, enclausuramento, exaustão, automação ou intertravamento.
Administrativo: organizar o trabalho com procedimento, capacitação, sinalização, limitação de acesso, inspeção e planejamento.
EPI: reduzir a exposição individual quando o risco residual permanece; exige seleção, ajuste, uso, higienização, manutenção e controle.
Como aplicar no PGR
Para cada perigo identificado, registre as opções avaliadas nos níveis superiores, justifique tecnicamente o que não for viável e defina responsável, prazo e forma de verificar a eficácia. O fato de existir EPI não encerra a análise: o risco residual precisa continuar sendo acompanhado.
Exemplo rápido
Diante de vapores de um produto perigoso, a sequência pode ser: eliminar a etapa; substituir o produto; fechar o processo e instalar exaustão; limitar acesso e padronizar a operação; complementar com proteção respiratória adequada. Nem toda solução será aplicável, mas a decisão precisa seguir essa lógica.
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